PARIS 2024 - Brasil envia estreantes para Grand Prix de Zagreb que marca o início do novo ciclo olímpico:

Na última sexta-feira (25), as categorias leves do Brasil decretaram o início do novo ciclo olímpico, para Paris 2024. O judô brasileiro foi representado por uma equipe sub-23, com atletas estreantes em competições do circuito mundial sênior.

Guilherme Schmidt no pódio

foto - IJF

- 52kg: Yasmin Lima foi derrotada pela russa Alesya Kusnetsova.

- 60kg: Matheus Takaki foi derrotado pelo esloveno David Starkel.

- 48kg: Natasha Ferreira garantiu o Brasil na disputa de medalhas, após vencer Lois Petit, da Bélgica, e Katharina Tanzer, da Áustria, a brasileira caiu na semifinal diante da francesa Melanie Vieu. E foi derrotada em seguida na disputa de terceiro pela holandesa Gersjes Amber.

"Faltou pouco para a medalha. (Do júnior para o sênior) Não senti tanto na força e na preparação física, mas talvez, a maior diferença seja a parte da experiência, que foi o que eu senti. Vim para Zagreb com o objetivo de medalhar. Infelizmente, a medalha não veio. Mas, acredito que tenha sido uma boa estreia em Grand Prix e já senti uma evolução do Grand Slam de Brasília que lutei quando ainda era Sub-21. Minha maior motivação é alcançar a vaga olímpica de Paris, em 2024, e treino todos os dias pensando nisso. Quero chegar nos pódios o quanto antes”, comentou Natasha.

No segundo dia de competições tivemos:

- 70kg: Luana Carvalho, a caçula da equipe com apenas 19 anos, estreou com boa vitória sobre Shaked Amihai, de Israel, mas foi derrotada pela Anka Pogacnik, da Eslovênia.

- 70kg: Millena Silva, foi derrotada pela Andela Violic, da Croácia.

- 73kg: Michael Marcelino foi derrotado por Jeroen Casse, da Bélgica, nas punições (3-2).

- 81kg: Guilherme Schimidt: estreou nas oitavas-de-final, vencendo o francês Tizie Gnamien. Nas quartas, superou Jose Maria Izquieta, da Espanha, e avançou à semifinal, onde venceu o moldavo Dorin Gotonoaga, por ippon. Na luta pelo ouro, Schimidt encarou o atual número um do mundo, Tato Grigalashvili, da Geórgia, vice-campeão mundial e quinto colocado nos Jogos de Tóquio e foi superado ficando com a prata.

“Conquistei a medalha de prata na primeira competição pós-Tóquio. Estou muito feliz. Essa medalha foi em homenagem ao meu Sensei que faleceu, o Sensei Carlinhos. Obrigada a todos que torceram. Que essa seja a primeira de muitas que virão pela frente”, comemorou o judoca brasileiro, que somou 490 pontos no ranking mundial e deve melhorar sua 35ª posição.

“O Schimidt fez uma competição muito boa, com variação de pegada, fazendo pontuações com vários golpes diferentes, mostrando versatilidade, pontuando em diferentes direções. É muito importante começar o ciclo com uma medalha e, mais ainda, com um bom desempenho, fazendo uma final com o número do ranking mundial lutando de igual para igual”, avaliou Luciano, que atuou como técnico da equipe neste Grand Prix ao lado de Alexandre Katsuragi.

A próxima competição do Circuito Mundial será o Grand Slam de Paris, na França, nos dias 16 e 17 de outubro.

com informações de: CBJ

Por Ernane Neves, da Shihan Intersports, em São Paulo


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